sábado, 26 de fevereiro de 2011

Apresentação do "Agere, Non Loqui"

Uma sociedade em que todos criticam, um povo que tanto fala mas tão pouco age. Uma crise financeira, uma crise de valores. Perda de soberania monetária (quem sabe FMI?), rumores de uma queda do governo. A maturação da “geração rasca”, o crescimento da juventude “fast food”.Eis o contexto social, político e económico em que este blog foi criado. Minhas senhoras e meus senhores, apresento-vos o Agere, Non Loqui.
O nome deste blog parece por si só um contra-senso: “Agir, não falar”. Mas estando nós numa época de contradições e sendo esse um dos temas do nosso blog, achámos do mais oportuno a atribuição deste mesmo nome. Quando temos um primeiro-ministro que diz que crescemos a olhos visto e poderemos vir a ser uma maior potência, será que alguém se importará com “um bando de putos com a mania que são alguém” (Idoso do Jardim da Parada dixit)? Sinceramente, não me parece.
Além do mais, na nossa sociedade, parece que associar os conceitos de “juventude” e “sabedoria” numa só frase de sentido afirmativo se tornou impossível (e para muitos um dos maiores contra-sensos do mundo actual). Queremos provar que, efectivamente, ainda existem alguns (talvez mais do que aqueles que pensem) que, apesar de irreverentes e por vezes pouco modestos, se sentem capacitados para expressar uma opinião concisa e sábia acerca de problemas que abalam o mundo. Jovens que se sentem saturados com o habitual “Esta juventude de hoje em dia...” que idosos suspiram enquanto fazem o seu típico trajecto no 74 de volta para Campo de Ourique.
Este websítio (palavra pela qual nutro grande admiração) não será mais do que um desabafo de alguns de nós, sentimentos e emoções acerca do “sistema” em geral. Arrisco-me até a dizer que, mais do que uma inutilidade, este blog tem um propósito bem definido: encontrar a resposta para a eterna pergunta (normalmente proferida em jeito de afirmação) dos portugueses: será a culpa do “sistema” (expressão há muito utilizada que apenas nós, o predestinado povo lusitano, parece conhecer o sentido... ou talvez nem nós)?
Por último, gostaria de pedir desculpa por quaisquer susceptibilidades que possamos vir a ferir. Caros leitores, este blog não terá um rótulo de imparcialidade, nem pouco mais ou menos: será um espaço onde jovens de direita e de esquerda, liberais e conservadores, giros e feios (ok, todos feios, mas enquanto isto for apenas um blog, ninguém tem de ver a nossa cara...) expressarão a sua OPINIÃO. Não sei se detemos efectivamente a verdade (até porque a verdade ainda é um conceito abstracto, até para os mais Sábios filósofos), mas se de facto a encontrarmos, poderemos vir a magoar alguns. Bem, e se não a encontrarmos... provavelmente o número de pessoas que se sentirão ofendidas será ainda maior.
Gostaria também de deixar um pedido a todos os que nos lêem: que comentem os posts! Porque, não sendo perfeitos (mas talvez perto disso), os autores do texto poderão errar (poucas) por vezes. O contributo de todos será bem-vindo, seja ele de sobre política, economia, sociologia, direito, o que seja! Até porque, como já referi anteriormente, este é um blog de indignação juvenil, seja ela porque o preço das cerveja subiu ou por causa da etimologia da palavra “vindimas” (desculpa o plágio Ricardo Araújo Pereira)
Devaneios à parte, não sei se a premissa base que Descartes tomou para o “Cogito, ergo sum” é assim tão certa, isto é, não sei até que ponto é que o Homem pensa assim tanto e de uma forma tão racional (e mais concretamente os nossos blogers). A única coisa que tenho a certeza é que isso caberá ao leitor avaliar.
Obrigado, e até ao próximo e primeiro post,
Diogo Cunha